Exposição em Maringá relembra trajetória de ídolo da Seleção Japonesa de Futebol


Alex Santos é maringaense, se naturalizou japonês em 2001 e viveu 21 anos no Japão onde participou de várias copas do mundo e conquistou inúmeros títulos para os maiores clubes do País do sol nascente; foi eleito também melhor jogador do Japão e da Ásia

 

Se você não é tão ligado em futebol talvez nunca tenha ouvido falar aqui no Brasil em Alex Santos, mas no Japão o jogador é considerado um ídolo nacional do futebol. Eu explico por que: O lateral-esquerdo disputou as copas do mundo de 2002 no Japão/Coréia do Sul e 2006 na Alemanha. Conquistou também inúmeros títulos pelos clubes que representou no Japão. Só o J-League foram três (1999, 2006 e 2010), sendo o melhor jogador do Japão na primeira conquista. Foram também três Copas do Imperador (2000, 2002 e 2005) e uma copa da Ásia (2000) jogando por Shimizu S-Pulse, Urawa Reds e Nagoya Grampus. Pela seleção japonesa levantou a Copa da Ásia (2004) e duas Copas do Sul da Ásia (2003 e 2005). Em 2007, mais um caneco no Campeonato Austríaco, pelo Red Bull Salzburg.

 

Alex Santos é paranaense de Maringá. Se naturalizou japonês em 2001 e recentemente voltou ao Brasil, onde vive atualmente com a família. E um pouco dessa trajetória de sucesso está disponível para os fãs do ídolo em uma exposição dentro do 29º Festival Nipo-Brasileiro, que vai até o próximo domingo, dia 16, na Acema, em Maringá. Na exposição é possível ver as camisas que ele usou nas copas do mundo, chuteiras (uma delas de quando ele foi eleito melhor jogador do Japão), medalhas, troféus (um deles em formato de bola de melhor jogador da Ásia), camisas de clubes em que o ídolo japonês passou, mangas das histórias em quadrinho em que ele foi personagem no Japão e muito mais.

 

"Na exposição os visitantes vão encontrar um pouquinho de tudo que vivi nesses 21 anos que morei no Japão. Da para ver detalhes do clube que comecei e dos clubes em que passei. É um prazer enorme expor um pouco da minha história. Sou apaixonado por Maringá e pelo Japão", disse Alex Santos.

 

Instituto Alex Santos faz trabalho social em Maringá

 

O ídolo Alex Santos se dedica atualmente ao Instituto Alex Santos, que fica em Maringá. A entidade faz um trabalho social ajudando crianças e adolescentes carentes a entrarem para o futebol e também no mundo da capoeira. Atualmente o Instituto atende 14 equipes do futebol de base em Maringá. "Antigamente eu jogava, mas agora me dedico a ensinar e passar toda minha experiência para as crianças. Me orgulho em ver os jovens que a gente está ajudando chegando em grandes torneiros como o Campeonato Paranaense de Futebol", acrescentou Alex Santos.

Quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre o trabalho do Instituto Alex Santos basta entrar em contato pelo telefone (44) 3040-2042 e agendar uma visita.

 

 

Pavilhão Cultural oferece um mergulho na tradição japonesa

Ainda no Pavilhão Cultural do 29º Festival Nipo-Brasileiro, os visitantes podem viajar no mundo das artes. É possível encontrar exposições de bonsais, ikebana (arranjos de flores japoneses), origami, animê, mangá, shodô (arte da caligrafia japonesa), Hinadan (exposição de bonecas japonesas) e ainda uma linda exposição de fotos que foram vencedoras de um Concurso Cultural promovido pelo Festival em parceria com o jornal O Metro com o tema "Registre em uma foto o que representa a cultura japonesa". Na exposição os visitantes podem ver as 10 fotos vencedoras de um total de 140 inscritas.

 

Valor de Ingresso e estacionamento

O valor da entrada para o 29º Festival Nipo-Brasileiro custa R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). A entrada dá o direito ao visitante de assistir todas as apresentações da noite. O estacionamento nas dependências da Acema custa R$ 15.

 

Horários de funcionamento

O 29º Festival Nipo-Brasileiro estará de portas abertas ao público até 16 de setembro. Em todos os dias a abertura dos portões será a partir das 19 horas. Nos dias 15 e 16 os portões abrem também das 11h às 15h para o almoço. No último dia de festival, dia 16 (domingo), os portões não abrem a noite, somente para almoço.

 

Texto: Fábio Guillen, assessoria de imprensa

Foto: Ivan Amorin/Festival Nipo-Brasileiro